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terça-feira, 5 de abril de 2011

a cada 36 horas, um homossexual é morto no brasil

Em 2010, 260 gays, travestis e lésbicas foram assassinados no Brasil. De acordo com um relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), divulgado hoje (4), a cada um dia e meio um homossexual brasileiro é morto. Nos últimos cinco anos, houve aumento de 113% no número de assassinatos de homossexuais. Apenas nos três primeiros meses de 2011 foram 65 assassinatos.

Gay Pride Parade. Toronto, 2009. Mark Blinch. Reuters

Entre as vítimas, 54% são gays, 42%, travestis e 4%, lésbicas. Para o antropólogo responsável pelo levantamento, Luiz Mott, as estatísticas são inferiores à realidade. “Esses 260 assassinatos documentados são um número subnotificado, porque não há no Brasil estatísticas oficiais de crimes de ódio. Para os homossexuais, a situação é extremamente preocupante.”


O estudo também aponta que o Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de homossexuais. Nos Estados Unidos, foram registrados 14 homicídios de travestis em 2010, enquanto no Brasil, foram 110 assassinatos. Além disso, o risco de um homossexual ser morto violentamente no Brasil é 785% maior que nos Estados Unidos.

sábado, 26 de março de 2011

europa constrói muros para barrar imigrantes

Foto: Kai Wiedenhöfe. Palestina - Sawahre
Grécia e Turquia seguem tendência de países europeus que aumentam
controle de mares e fronteiras ao anunciar muro para separar
territórios


Gilles Lapouge - O Estado de S.Paulo








Os muros proliferam. O próximo será erigido na Trácia, na fronteira entre a Turquia e a Grécia. Este muro será alto (3 metros), mas não muito longo. Ele vai separar os dois países ao longo de 12,5 quilômetros, ou seja, apenas no trecho da fronteira que está livre de outros obstáculos.


Foi o ministro grego da Proteção do Cidadão, Christian Papoutsis, que deu a notícia. É fácil compreender a preocupação de Atenas: com a França, Itália e Espanha aumentando o controle dos seus mares e dos seus "limites" com a África, os imigrantes asiáticos e africanos penetram na União Europeia pela última passagem utilizável: os 12,5 quilômetros que formam a barreira entre a Turquia e a Grécia. Em 2010, 90% desses migrantes entraram na Europa por esse caminho, ou seja, 180.000 pessoas.


A União Europeia protestou. O bloco é contra os muros porque esses grandes complexos confederados, como também a globalização, baseiam-se na filosofia de um mundo fluído, aberto, sem fronteiras.Só que a realidade não obedece à filosofia. Jamais se construiu tantos muros no mundo. A lista é longa. Temos o longo muro entre EUA e México. A África do Sul, depois da sua independência, erigiu um labirinto de pequenos muros no seu interior, nos bairros perigosos, e também um outro grande que a protege do Zimbábue. A Arábia Saudita também já construiu inúmeros paredões de cimento na sua fronteira com o Iêmen. A Índia é especializada em muros, construídos nas suas fronteiras com o Paquistão, Bangladesh e Mianmar.